VIAJANTE VISITA 18 PAÍSES COM APENAS 1 BITCOIN

VIAJANTE VISITA 18 PAÍSES COM APENAS 1 BITCOIN

Você acredita ser possível viajar por 18 países com apenas um bitcoin? 

Pois foi exatamente o que R. R. Hauxley fez. Em agosto do ano passado, ele saiu de Oregon, nos Estados Unidos, para uma jornada de 12 meses com o objetivo de conhecer de perto as comunidades de entusiastas das criptomoedas com um BTC. Então, além de conviver com esses grupos, o viajante também teve contato com celebridades do universo das moedas digitais, como Vitalik Buterin ou John McAfee, visitando principalmente cidades da Ásia e da Europa. 

Através do Reddit, Hauxley compartilhou sua experiência e agora está coletando doações para produzir um documentário sobre a trajetória, que incluiu no roteiro países como China, Singapura, Filipinas, Myanmar, Camboja, Índia, França, Holanda, Dinamarca e Alemanha. 

 

Eu comprei Bitcoin em $ 4,724 ganhos com esforço. Um mês depois, em setembro, me senti um idiota que comprou um carro novo na concessionária, porque o BTC continuou a perder valor e subiu para 3.350. Mas continuei andando naquela montanha russa. Em dezembro, o preço chegou a US $ 19.000, apenas alguns dias antes do Natal também. Eu me senti tentado a coletar tudo naquele momento. Mas alguns dos OG (usuários experientes) que conheci em Hong Kong me disseram para ficar nessa corrida, naquele Bronco: sinta a adrenalina dos altos e baixos e a angústia das baixas. Então coloquei em prática. Cara, que carona!

R. R. Hauxley

Bitcoiner viajante

 

Em Shenzhen, na China, ele conheceu o criador do Ethereum, Vitalik Buterin, num encontro que descreveu como a primeira vez que conheceu "um extraterrestre". "Eu podia vê-lo pensando em 12 coisas diferentes enquanto falava comigo, cada uma delas muito mais importante do que a conversa que ele estava tendo comigo", explicou.

Já em Cingapura, Hauxley conheceu John McAfee, um dos personagens mais controversos do ecossistema. Eles falaram sobre a mineração de criptomoedas e o impacto ambiental dessa atividade, contou. McAfee, com seu jeito único de ser, garantiu que continuará a minerar até que o último urso polar seja afogado.

O viajante também trabalhou como voluntário nas Filipinas, no estabelecimento de um sujeito chamado Thad, que foi imerso no âmbito das bitcoins desde "os primeiros dias". De cada um dos lugares em que ficou, Hauxley guarda uma boa memória e experiências únicas, sempre levando Bitcoin e criptomoedas para onde estava. Ele usou o CouchSurfing para manter um baixo custo, conhecer muitas pessoas e contar sobre os benefícios das criptomoedas.

Hauxley procura financiar a edição e distribuição de um documentário sobre sua viagem. Como ele explicou no teaser, o "filme" tem mais de 178 horas de gravações da experiência, com uma mensagem poderosa para o resto do mundo: criptomoedas podem nos tornar livres. São uma tecnologia ideal para atingir esse objetivo.

 

"Suponho que minha missão resultou em uma resposta convincente: as criptomoedas nos libertarão", enfatizou.

 

A experiência de Hauxley é uma reminiscência do viajante Felix Weis, que iniciou uma viagem ao redor do mundo a partir da República Tcheca em janeiro de 2015. Nativo de Luxemburgo, ele havia originalmente planejado uma rota de 21 países, a ser feita em um período de 365 dias usando apenas Bitcoin. No entanto, ele estendeu sua viagem um pouco mais e conheceu outros países, como a Venezuela.

"Tiive alguns momentos difíceis, contudo, sempre consegui progredir. Embora a adoção do Bitcoin ainda tenha muito a ganhar, atualmente você pode viver com bitcoin em países com regulamentações monetárias rígidas como a Grécia, Cuba ou Venezuela ", ressaltou Weis em uma entrevista concedida à CriptoNoticias em junho de 2016.

Confira o teaser do documentário clicando aqui.