VENEZUELA RETIRA 5 ZEROS DE PETRO E VINCULA CRIPTOMOEDA À ESTATAL

VENEZUELA RETIRA 5 ZEROS DE PETRO E VINCULA CRIPTOMOEDA  À ESTATAL

O presidente da Venezuela Nicolás Maduro pretende mudar a moeda em circulação no país, como medida para combater a hiperinflação que assola a economia. Anunciado na última quarta-feira (25), o bolívar soberano substituirá o bolívar. No pronunciamento, Maduro disse que o novo meio de troca estará “ancorada” à já existente criptomoeda estatal Petro.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou na segunda-feira (23) que a inflação no país poderia chegar aos 1.000.000% em 2018.

O bolívar soberano deve entrar em circulação no próximo mês. Segundo a Reuters, serão cortados cinco zeros do valor dos atuais bolívares. Em anúncio anterior, foi anunciado que seriam cortados quatro zeros. A Petro, que estaria ligada à nova moeda, foi lançada em fevereiro, e supostamente possui lastro em petróleo explorado no país.

Maduro, em seu anúncio, disse que as alterações mudarão as finanças do país “de forma radical”. De acordo com o teleSUR, o presidente da Venezuela falou no pronunciamento que a economia será impactada por completo pela Petro.

[A Petro] terminará sendo consolidada tecnológica e financeiramente [e vai] envolver toda atividade econômica nacional e internacional.

 

Apesar de ter sido declarada “ilegal” por oposicionistas no Congresso venezuelano, e ter sua circulação completamente proibida nos EUA com uma ordem executiva de Donald Trump, Nicolás Maduro tem criado diversos estímulos para inserir a Petro em diversos setores da economia nacional.

Desde seu lançamento, em fevereiro, Maduro requisitou aos bancos com sede no país que minerassem e fizessem parte das transações em Petro. Diversas empresas sob propriedade do estado tiveram que trocar uma porcentagem de suas vendas e compras pela criptomoeda.

Maduro declarou inicialmente que seriam emitidos 100 milhões de unidades do criptoativo, supostamente valendo US$ 6 bilhões, com o intuito de burlar as sanções econômicas impostas pelos EUA no país contra a crise humanitária e repressão política na Venezuela. Desde então, as medidas restritivas aumentaram e a Petro foi banida nos Estados Unidos.