UNICEF SELECIONA SEIS STARTUPS BLOCKCHAIN PARA EMPREENDIMENTO DE INVESTIMENTO HUMANITÁRIO

UNICEF SELECIONA SEIS STARTUPS BLOCKCHAIN PARA EMPREENDIMENTO DE INVESTIMENTO HUMANITÁRIO

O Fundo de Inovação do UNICEF anunciou hoje, 11, quais as seis startups nas quais irá investir até US$ 100.000 para contribuírem com empreendimentos humanitários. São elas: Atix Labs, Onesmart, Prescrypto, Statwig, Utopixar e W3.

Em janeiro deste ano, o UNICEF convocou startups de tecnologia em estágio inicial que estavam registradas em um dos países do seu programa. Desta forma, mais de 100 pedidos de 50 nações diferentes foram recebidos. A organização já possui 20 outras empresas de tecnologia em seu Fundo de Inovação, que englobam desde "ciência de dados e aprendizado de máquina, a realidade virtual e drones".

De acordo com um comunicado oficial, os novos investimentos fazem parte de uma estratégia blockchain mais ampla para a agência humanitária:

 

“Uso de contratos inteligentes para eficiências organizacionais, criação de processos distribuídos de tomada de decisões e trabalho para construir conhecimento e compreensão da tecnologia de contabilidade distribuída tanto nas Nações Unidas quanto nos países onde o UNICEF trabalha”.

 

SOLUÇÕES BLOCKCHAIN SERÃO ENTREGUES EM 2019

Todas as startups selecionadas devem agora entregar os protótipos de código aberto de seus aplicativos blockchain nos próximos 12 meses.

Com sede na Argentina, a Atix Labs está construindo uma plataforma para outras empresas de pequeno e médio porte acessarem o financiamento de uma forma que ofereça rastreabilidade da forma como os fundos são usados.

Duas das startups são baseadas no México: A Onesmart está desenvolvendo um aplicativo para garantir a prestação de serviços sociais fornecidos pelo estado, abordando a questão do uso indevido de fundos sociais em mercados emergentes. Já o Prescrypto melhorará a disponibilidade de prescrições eletrônicas, construindo uma plataforma para históricos médicos de pacientes.

Localizada na Índia, a Statwig está criando uma solução blockchain para o gerenciamento da cadeia de suprimentos de vacinas para melhorar a eficiência de sua entrega.

No vizinho Bangladesh, os engenheiros da W3 esperam conectar as comunidades de migrantes e refugiados com uma plataforma de rede móvel off-line que não precisa de um cartão SIM ou conexão de internet estável.

A Utopixar, sediada na Tunísia, irá elaborar uma ferramenta social para a tomada de decisões e a transferência de valor que será usada pelas comunidades e outras organizações.

Chris Fabian, Conselheiro Principal do UNICEF Innovation, declarou:

 

“A tecnologia Blockchain ainda está em um estágio inicial - e há muita experimentação, falha e aprendizado à nossa frente, quando vemos como e onde podemos usar essa tecnologia para criar um mundo melhor”. 

 

O órgão das Nações Unidas opta por investir em empresas quando seu financiamento e suporte técnico em áreas de populações “vulneráveis” podem ajudar a tecnologia a “crescer e amadurecer da maneira mais justa e equitativa possível”.

O Fundo de Inovação do UNICEF também fornecerá assistência de produto e crescimento, bem como acesso à sua rede de especialistas e parceiros. Além de seu próprio investimento em estágio inicial, a organização também ajudará as startups com seu investimento na segunda rodada. Se as tecnologias desenvolvidas forem bem sucedidas, haverá mais oportunidades de as aplicar nos 190 países abrangidos pelo UNICEF.