STARTUP NORTE-AMERICANA CHEGA AO BRASIL OFERECENDO BLOCKCHAIN E OUTRAS TECNOLOGIAS PARA O APRIMORAR O SETOR AGRÍCOLA

STARTUP NORTE-AMERICANA CHEGA AO BRASIL OFERECENDO BLOCKCHAIN E OUTRAS TECNOLOGIAS PARA O APRIMORAR O SETOR AGRÍCOLA

A startup norte-americana Indigo - mais popularmente conhecida como Google do  Agro - está iniciando suas atividades no Brasil. A intenção da empresa é oferecer ao setor agrícola de forma conjunta diversas tecnologias como blockchain, big data, inteligência artificial (IA), geolocalização e algoritmos, etc. Todas elas já vinham sendo exploradas pelo nosso agronegócio, mas está será a primeira vez que serão pensadas de maneira única.

Fundada em 2014, ainda com o nome de Symbiota, a Indigo está avaliada atualmente em mais de US$ 3.5 milhões. O apelido de "Google do Agro" é fruto justamente do crescimento que vem proporcionando à agricultura através da inovação.  

Nem todos os serviços serão disponibilizados por aqui inicialmente, mas a proposta já é boa.  O tratamento biológico de sementes com micróbios será uma das primeiras "técnicas" a serem oferecidas e, conforme a reportagem do jornal o Estado de São Paulo, funciona assim:

 

"É mais ou menos como se as sementes tomassem um banho de iogurte, personalizado por um robô que leu uma grande biblioteca de dados. Põe grande nisso. A plataforma de inteligência artificial lê informações sobre solo e clima de cada fazenda que requisita seus serviços e as une a um banco de dados de 70 mil cepas de micróbios, cujos DNAs foram sequenciados. Com as marcações genéticas, o algoritmo consegue indicar quais os melhores micro-organismos para aumentar a produtividade da soja, ou proteger milho contra doenças e clima".

 

Nesse sentido, o presidente executivo da Indigo, David Perry, comentou:

 

"A indústria de biotecnologia avança com ajuda de inovações como barateamento do sequenciamento de DNA, aprendizado de máquina e computação em nuvem. Não estamos fazendo coisas que não foram feitas antes: nós só a aplicamos na agricultura".

 

Acabou ficando estabelecido um acordo de que a startup irá obter metade da produção extra vinda pelo seu tratamento. A expectativa é de que a Indigo possa aumentar em 3% a eficiência das lavouras. Nos Estados Unidos, por exemplo, onde a empresa está estabelecida há mais tempo, esse índice pode atingir 10%.

A tecnologia blockchain será oferecida pela Indigo no sentido de proporcionar aos investidores mais facilidade e segurança para fecharem acordos, tornando-os menos burocráticos.


Fonte: Jornal O Estado de São Paulo