SANTANDER E BANCO DO BRASIL REABREM CONTAS DA BITCOIN MAX

SANTANDER E BANCO DO BRASIL REABREM CONTAS DA BITCOIN MAX

A bolsa brasileira de criptomoedas, Bitcoin Max, "viu" recentemente o Santander e o Banco do Brasil reabrir suas contas após decisões preliminares do Tribunal Federal. O dois teriam reaberto as contas da bolsa para evitar o pagamento de multas.

BANCOS REABREM CONTAS DE TROCA DE CRIPTOGRAFIA

A falta de cumprimento teria custado ao Santander até US$ 1.350 e ao Banco do Brasil até US$ 5.400. O advogado da Bitcoin Max, Leonardo Ranna, revelou que suas contas bancárias "foram restauradas", junto com as de seus parceiros.

A provação pode ainda não ter terminado, já que o caso contra o Santander o obrigava a cumprir um “tipo de liminar” que determinou que a instituição financeira reabrisse as contas da bolsa dentro de cinco dias. A liminar havia sido anteriormente negada por um juiz que viu os advogados da Bitcoin Max apelarem para um magistrado do Tribunal Distrital Federal.

A nova decisão ocorreu quando a juíza, Ana Catarino, considerou a falta de comunicação dos bancos sobre o fechamento da conta da troca como "conduta abusiva", proibida pelas leis de proteção ao consumidor do país.

O Banco do Brasil supostamente ainda detinha US$ 32.300 dos fundos da bolsa no limbo. A ação foi impetrada em setembro. Inicialmente, uma liminar foi negada, mas a juíza Fátima Rafael, do Tribunal Federal, deu mais tarde à instituição financeira um período de 24 horas para reabrir as contas da Bitcoin Max ou enfrentar uma multa de cerca de US$ 540 por dia.

O CEO da bolsa, Adriano Zanella, alegou que os bancos nem mesmo revelaram que iam encerrar suas contas. O relatório diz:

 

“Adriano Zanella, CEO da Bitcoin Max, disse que em ambas as situações não houve comunicação formal dos bancos sobre o fechamento de contas. No caso do Banco do Brasil, Zanella afirma que ficou sabendo do bloqueio por intermédio do gerente de sua agência, quando realizaria uma transferência eletrônica pelo banco".

 

Esta não é a primeira vez que uma troca de criptomoedas no país vê o sistema judicial com uma instituição financeira. Em agosto, a bolsa brasileira Waltime venceu uma batalha judicial contra a Caixa Econômica Federal, um banco que congelou suas contas com mais de US$ 200 mil.

TROCAS DE CRIPTOMOEDAS NO BRASIL SOB INVESTIGAÇÃO

As trocas de criptomoedas no Brasil estão sob escrutínio. Em agosto, o governo enviou-lhes um questionário de 14 pontos para saber mais sobre seus negócios e, no início deste mês, o CADE enviou-lhes outro questionário para enfrentar uma multa de US$ 25.000.

Notavelmente, esses desenvolvimentos ocorreram num momento em que a XP Investimentos - a maior do Brasil na área - está lançando sua troca de criptomoedas XDEX. No entanto, a maior bolsa de bitcoin do país, o Mercado Bitcoin, recentemente demitiu “pelo menos” 20 funcionários.

Fundos de investimento no país também receberam sinal verde para investir em moedas criptografadas como bitcoin, embora apenas indiretamente. Isso significa que não podem comprar bitcoins, mas podem adquirir derivativos e fundos estrangeiros.