MONERO CRIA UM SITE PARA AJUDAR AFETADOS POR MALWARE DE MINERAÇÃO

MONERO CRIA UM SITE PARA AJUDAR AFETADOS POR MALWARE DE MINERAÇÃO

O Monero lança um site com o objetivo de fornecer assistência àqueles que estão sendo afetados por malware ou outros problemas relacionados à mineração encoberta dessa criptocorrência.

Através de uma mensagem publicada no sub-site oficial do Monero, um dos colaboradores do projeto anunciou que o grupo de trabalho chamado Monero Malware Response já montou o site, que terá como objetivo informar as pessoas sobre as melhores práticas de segurança para mineração de web secreta.

Ele esclarece que as informações completas sobre o espaço digital serão fornecidas nos próximos dias, mas prevê que ele será voltado principalmente para ajudar os usuários, fornecendo a eles conselhos compreensíveis, amigáveis e fáceis de seguir para eliminar malware de seus computadores.

Também é dito que os membros da comunidade do Monero vão oferecer seu tempo para ajudar as pessoas cujos computadores foram afetados por malware. Ele acrescenta que está procurando mais voluntários, além de adicionar outras ferramentas.

 

Estamos trabalhando para adicionar o chat ao vivo diretamente no site e precisamos fazer algumas modificações para corrigir alguns links quebrados. Em breve, procuraremos voluntários que possam ajudar outros usuários.

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Colaborador, Monero Malware Response

 

O colaborador também solicita aos interessados informações sobre o que gostariam de ver no site, para adicionar tópicos de acordo com o interesse do público.

Até o momento, de acordo com o que é observado no site, a página orienta o visitante na identificação de seu problema, mencionando três possibilidades: mineração indesejada no navegador, mineração indesejada no sistema e ransomware. Em cada um deles, os sintomas são expostos e possíveis soluções são propostas.

A este respeito, na primeira opção (mineração indesejada no navegador), nota-se que um dos indicadores deste tipo de ataque é a lentidão do computador ao entrar em uma determinada página web, ou abrandar ao abrir um navegador. A solução possível é parar de entrar no site e descobrir se há janelas instaladas em lugares ocultos ou se extensões indesejadas estão instaladas.

Da mesma forma, quando o problema é devido a mineração indesejada no sistema, é recomendado, além de outras ações, a reinstalação completa do sistema operacional.

Finalmente, se a pessoa for vítima de ransomware - ou seja, aparece uma mensagem que exige um pagamento para retornar ao acesso aos arquivos - é recomendável não efetuar tal pagamento de modo a não incentivar a prática posterior. O mais aconselhável nessas circunstâncias é reinstalar o sistema operacional e iniciar novamente, mesmo que a vítima consiga desbloquear os arquivos.

RECEBENDO A INICIATIVA

A iniciativa do Monero Malware Response foi considerada necessária e útil por alguns seguidores que fizeram comentários no reddit, que também fez algumas observações enfocando a importância da mineração web da Monero, que, se bem orientada, poderia emergir como uma nova alternativa de negócios páginas da web e criadores de conteúdo.

Sobre isso, o colaborador aceitou a validade dessa prática, mas limitou a atenção requerida por quem não quer minerar e é afetado pela generalização de sua prática secreta, conhecida como cryptojacking.

A esse respeito, o site incentiva o público a entender que o Monero não é uma tecnologia maliciosa, embora, como qualquer ferramenta, possa ser usada por pessoas mal-intencionadas para explorar outras pessoas. O problema deriva de uma das principais características da criptomoeda, que utiliza um algoritmo que pode ser executado com CPU e GPU, ou seja, pode ser extraído sem ter que recorrer à ajuda de equipamentos caros projetados especificamente para essa tarefa, acontece no caso do Bitcoin.

Devido a essa possibilidade, os cibercriminosos estão dedicados a implementar ataques massivos, conforme descrito em um relatório de pesquisa emitido pela empresa de segurança ESET em 2017, quando detectou um software mal-intencionado que conseguiu infectar centenas de servidores da Web do Windows para minar o blockchain de Monero, levantando o equivalente a US $ 63.000 em 3 meses. Além disso, um estudo realizado em agosto passado por uma universidade alemã determinou que o CoinHive (um software de mineração na web, script muito usado para executar a criptografia) mina mais de 1% dos blocos da rede Monero, gerando cerca de US $ 250.000 por mês.