JULIUS BAER, UM BANCO SUÍÇO DE 125 ANOS, ENTRA NO MERCADO DE CRIPTOMOEDAS

JULIUS BAER, UM BANCO SUÍÇO DE 125 ANOS, ENTRA NO MERCADO DE CRIPTOMOEDAS

Julius Baer, o banco privado suíço de 125 anos, anunciou uma parceria com a startup de criptografia de serviços bancários Seba Crypto AG. O instituição financeira não divulgou detalhes do acordo, mas enfatizou que está respondendo à crescente demanda dos clientes pela capacidade de armazenar, negociar e investir em ativos de criptografia.

Em um comunicado divulgado nesta terça, 26, Julius Baer, que já detém uma participação acionária minoritária na Seba, declarou que o acordo "proporcionará aos seus clientes acesso a uma gama de novos serviços de ativos digitais" para preencher a lacuna entre ativos tradicionais e digitais, aproveitando a plataforma inovadora da startup.

 

"No Julius Baer, estamos convencidos de que os ativos digitais se tornarão uma classe de ativos legítimos e sustentáveis do portfólio de um investidor", disse Peter Gerlach, chefe de mercado do Julius Baer.

 

No entanto, o acordo depende de a Seba, com sede em Zug, receber uma licença bancária e de negociação de valores mobiliários pela FINMA, reguladora dos mercados financeiros da Suíça, no final deste ano.

Várias entidades bancárias suíças - incluindo o Swissquote e o Falcon - já estão ativos no espaço de criptomoeda, mas a entrada do Julius Baer atraiu grande interesse. O atual presidente da Seba, Andreas Amschwand, que também é membro do conselho da Julius Baer, deve ter desempenhado um papel fundamental na facilitação da parceria entre as duas empresas. Espera-se, no entanto, que Anschwand renuncie ao cargo no tradicional e antigo banco suíço em abril.

"AUMENTANDO A BARRA"

O Julius Baer, que tem cerca de 382 bilhões de francos suíços (US$ 382 bilhões) em ativos sob gestão, "elevou a fasquia na atual fusão de ativos criptográficos para o setor financeiro tradicional". Isso é significativo no sentido de que os bancos legados na Suíça e em outros países, demonstraram certa relutância em integrar produtos de criptomoeda a seus serviços, citando uma infinidade de riscos potenciais. Ao se envolver em criptografia, o "Julius Baer sinalizou que acredita que os riscos sejam aceitáveis".

Falando sobre a parceria, Guido Buehler, diretor executivo da Seba, declarou:

 

“Estamos muito orgulhosos por ter o Julius Baer como investidor. A Seba permitirá o acesso fácil e seguro ao mundo da criptografia em um ambiente totalmente regulado”.

 

A Seba deve se tornar uma das poucas startups no espaço criptográfico a fechar a lacuna regulatória entre ativos convencionais e digitais.

A Suíça adotou uma postura progressista em relação às criptomoedas legalizando seu uso e formalizando transações de criptografia em vários contextos diferentes. Mas alguns projetos ligados ao universo cripto ainda lutam para abrir contas bancárias, e banqueiros e investidores focados em criptomoedas ainda se queixam de uma relativa falta de clareza regulamentar, já que ainda não está claro se as moedas criptografadas podem ser consideradas legais em certos contextos.