JAPÃO IRÁ REFORÇAR A REGULAMENTAÇÃO CAMBIAL COM MARGENS DE CRIPTOMOEDAS PARA 2020

JAPÃO IRÁ REFORÇAR A REGULAMENTAÇÃO CAMBIAL COM MARGENS DE CRIPTOMOEDAS PARA 2020

O Japão, líder mundial em regulação criptográfica, está implementando novas e mais rígidas regras para o comércio de criptomoedas, a partir do próximo ano.

De acordo com um relatório recente do Nikkei Asian Review, o Gabinete Japonês, a agência executiva do governo do país, aprovou um projeto de lei sobre instrumentos financeiros e serviços de pagamento. A emenda inclui duas mudanças notáveis que podem ter um impacto significativo no uso de moedas digitais.

Primeiro, haverá um limite no comércio de margem de criptoativos em linha com a troca de moeda, com uma taxa de duas a quatro vezes maior que o depósito inicial. A medida pressupõe que as bolsas de criptomoedas que operam com margem terão um limite na quantidade de alavancagem que podem oferecer aos usuários.

A "troca de margem" envolve o uso de fundos emprestados de um corretor ou de uma bolsa de valores para negociar um ativo. Esse mecanismo permite que os credores solicitem empréstimos contra os fundos existentes para aumentar a quantidade de dinheiro a que têm acesso. Geralmente, isso vem com uma taxa de juros sobre o montante emprestado.

ESPECULAÇÃO DE CRIPTOMOEDAS

De acordo com o relatório, que citou o grupo de autorregulamentação do país, o uso de criptomoedas tem sido especulativamente superior ao seu uso como instrumento de pagamento. Na mesma linha, a Associação Virtual de Câmbio do Japão disse que o comércio de margem criptográfica no país subiu para cerca de US$ 75,6 bilhões (8,42 trilhões de ienes) em dezembro de 2018. Um número de cerca de 11 vezes maior do que as conversões entre criptografia e moeda fiduciária - US$ 6,9 bilhões (777,4 bilhões de ienes).

O esquema de registro também irá diferenciar as bolsas de criptomoedas que fornecem negociação de margem, a partir da qual eles emitem tokens através de ofertas iniciais de moeda (ICO). A medida visa proteger os investidores dos esquemas Ponzi.

Em janeiro, a Agência de Serviços Financeiros do país disse que buscou atrair empresas de investimento não registradas que solicitassem fundos em moedas criptografadas, ao invés de dinheiro, de acordo com a Lei de Instrumentos Financeiros e Câmbio do país.