DELEGADA DA POLÍCIA FEDERAL IRÁ PARTICIPAR DE CONFERÊNCIA SOBRE LAVAGEM DE DINHEIRO E CRIPTOMOEDAS APÓS AUTORIZAÇÃO DE MORO

DELEGADA DA POLÍCIA FEDERAL IRÁ PARTICIPAR DE CONFERÊNCIA SOBRE LAVAGEM DE DINHEIRO E CRIPTOMOEDAS APÓS AUTORIZAÇÃO DE MORO

O atual governo está com bastante foco em questões relacionadas à lavagem de dinheiro e, principalmente, em seu combate. E parece que as criptomoedas também não ficarão de fora deste contexto. Pelo menos é o que tem demonstrado algumas iniciativas tomadas nos últimos meses pela gestão de Jair Bolsonaro e sua equipe, especialmente o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

Na última sexta, 15, ele autorizou a viagem da delegada da Polícia Federal, Renata da Silva Rodrigues, à Haia, na Holanda, para poder participar da 3ª Conferência Global sobre Finanças Criminais e Criptomoedas. Ela, por sua vez, é justamente responsável pelo Serviço de Repressão a Crimes Financeiros da Coordenação de Repressão à Lavagem de Dinheiro.

O aval para a ida da delegada foi publicado no Diário Oficial da União nesta segunda, 18.  

Ocorrendo nos dias 06 e 07 de março, o evento irá abordar, entre outros aspectos, possíveis técnicas para evitar ou até mesmo acabar com o uso das moedas digitais pelo crime organizado. Chega até ser um pouco contraditório se formos considerar a natureza e proposta da criptocorrência, mas esses criminosos têm tirado vantagem da segurança e proteção proporcionadas pela criptografia para lavar dinheiro e financiar o terrorismo.

Desta forma, diversas empresas irão se reunir na conferência para oferecerem suas soluções e ainda chegar em mecanismos de combate à cibercrimes e outros tipos de atividades ilegais envolvendo criptoativos e também "dinheiro comum".

NOVO COAF E FISCALIZAÇÃO RIGOROSA

A viagem autorizada da delegada deve fortalecer ainda mais a repressão a crimes envolvendo criptomoedas e parece ser mais um sinal da fiscalização rigorosa que o novo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) passará a fazer sob fintechs e corretoras brasileiras de criptomoedas.

Tudo começou quando Bolsonaro assinou um decreto que transferiu o comando do Coaf, antigamente sob a responsabilidade do Ministério da Fazenda, para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Isso significa que o órgão passará então a fiscalizar outros setores financeiros, incluindo o mercado de criptomoedas, conforme já foi noticiado aqui no BTC Brasil.