BANCO ITAÚ FAZ PRIMEIRO EMPRÉSTIMO SINDICADO NA BLOCKCHAIN CORDA

BANCO ITAÚ FAZ PRIMEIRO EMPRÉSTIMO SINDICADO NA BLOCKCHAIN CORDA

Nesta segunda, 3, o banco Itaú e o grupo financeiro britânico Standard Chartered anunciaram sua primeira operação de empréstimo consorciado usando a tecnologia blockchain.

Essa transação seria a primeira prova de conceito desse tipo realizada na América Latina. Um empréstimo sindicado é um tipo de empréstimo concedido por um grupo de credores. Esses fundos são administrados por um ou mais bancos comerciais ou de investimento. O Standard Chartered forneceu um total de US$ 50 milhões ao Itaú e outros US$ 50 milhões foram fornecidos por um dos maiores bancos dos Estados Unidos, o Wells Fargo & Co.

O empréstimo sindicado foi feito usando a cadeia de blocos R3, através da plataforma Corda. Em abril de 2016, o Itaú uniu-se ao consórcio R3 para colaborar com os esforços de pesquisa e inovação realizados por este consórcio, que foi fundado em 2014 e é aliado a mais de 70 empresas em todo o mundo.

A operação foi negociada há cerca de seis meses e mais de 12 funcionários do banco participaram do processo. Como o empréstimo consorciado na cadeia de blocos foi uma prova de conceito, métodos tradicionais também foram utilizados, o que implica um longo processo burocrático.

A diretora de instituições financeiras na América Latina do Standard Chartered, Germana Cruz, disse que a cadeia de blocos ajudaria a simplificar esse processo entre as instituições financeiras.

Da mesma forma, Ricardo Nuno, diretor de Tesouraria do Banco Itaú, acredita que "de todas as tecnologias que surgiram nos últimos anos, o blockchain é o que faz mais sentido para os bancos". Em sua opinião, isso ocorre porque os bancos geralmente gastam muito tempo, documentos e e-mails para conduzir suas operações. No entanto, esta afirmação vai contra os ideais do Bitcoin, uma tecnologia que surgiu para abordar a centralização financeira fornecida por essas instituições.

Embora o Itaú tenha participado do desenvolvimento e da pesquisa da tecnologia blockchain, em 2015, foi um dos bancos a decidir lançar um ataque contra as casas de câmbio de criptomoedas do país, interrompendo as relações comerciais com Mercado Bitcoin. Na ocasião, o escritório de câmbio iniciou uma ação judicial que chegou ao Superior Tribunal de Justiça.