ALEMANHA: JOVENS TÊM MAIOR DISPOSIÇÃO PARA INVESTIR EM CRIPTOMOEDAS

 ALEMANHA: JOVENS TÊM MAIOR DISPOSIÇÃO PARA INVESTIR EM CRIPTOMOEDAS

Uma pesquisa realizada na Alemanha entre usuários de Internet com mais de 18 anos revelou que os menores de 30 anos demonstram maior disposição para investir em criptomoedas como Bitcoin. Os resultados do estudo foram anunciados segunda passada, 5, na mídia local.

A análise foi desenvolvida pela iniciativa de proteção ao consumidor Marktwächter Finanzen (Vigilantes do Mercado Financeiro) e aplicada nos estados federais de Hesse e Saxônia, localizados na região central do país. Esses centros de consumidores são organizações sem fins lucrativos que recebem apoio do estado para aconselhar e proteger os compradores. Cerca de 1.016 pessoas de língua alemã participaram da pesquisa.

Os resultados mostraram que 55% dos entrevistados conhecem o termo "criptomoeda", mas apenas 30% se declararam capazes de explicá-lo em suas próprias palavras. Dentro do grupo que declarou conhecer as criptocorrências, descobriu-se que 11% certamente investiriam em bitcoins e altcoins, enquanto outros 11% estavam indecisos. Os 77% restantes não comprariam criptoativos, o que deixa a porcentagem de potenciais investidores em 6% do total de participantes da pesquisa.

No segmento daqueles que expressaram disposição em investir nos mercados criptoativos, os alemães mais jovens se destacam, com idades entre 18 e 29 anos. Deste grupo, um em cada três (28%) está inclinado a comprar criptomoedas.

Wolf Brandes, líder da equipe, Marktwächter Finanzen no Hesse Consumer Center, classificou as moedas digitais como um investimento cinza no mercado de capitais, já que "não há regulamentação ou proteção para os investidores". Ele fez essa afirmação em relação aos entrevistados que demonstraram interesse em adquirir moedas criptográficas, dos quais 26% o fariam especular e obter lucros altos. Por outro lado, 17% avaliam o bitcoin e as altcoins como o dinheiro do futuro.

O CRYPTOMERCED É PERCEBIDO COMO RISCADO

O estudo revelou que 70% dos que conhecem criptomoedas percebem que investir nelas implica um alto risco. Esse resultado também demonstrou diferenças entre os grupos etários, já que 54% daqueles que classificaram esses investimentos como "bastante arriscados" são pessoas entre 30 e 39 anos.

Sobre esse ponto, Brandes se referiu à intensa atividade nas redes sociais de fornecedores duvidosos:

 

"Parece que eles atraem consumidores mais jovens, por exemplo, com um investimento promissor em torno das novas moedas criptográficas. Por trás disso, muitas vezes há planos de compensação multinível, que são provavelmente esquemas de pirâmide, ou o dinheiro investido simplesmente desaparece no final e o provedor não está mais disponível".

Wolf Brandes
Líder do Centro de Consumidores de Hesse, Marktwächter Finanzen

 

BAIXA ADOÇÃO COMO MEIOS DE PAGAMENTO

O líder da equipe do Centro de Consumidores da Saxônia, Kerstin Schultz, declarou que, em geral, não há confiança entre os consumidores alemães sobre os desenvolvimentos técnicos do setor financeiro e que, pelo contrário, o uso do dinheiro prevalece. Em sua opinião, esse ceticismo permeou as moedas digitais. Ele também apontou que poucas empresas adotaram plataformas de pagamento com criptografias.

 

"Se (as criptocorrências) deixarem de ser um fenômeno marginal para uma alternativa de pagamento real para os consumidores, ainda assim é completamente incerto", disse Schultz.

 

O estudo mostrou que 11% dos interessados em criptomoedas as valorizavam como um método de pagamento fácil e rápido. Outros 10% atribuíram maior importância à segurança e 5% ao anonimato.

Outra pesquisa realizada em fevereiro deste ano entre o público alemão, revelou que o conhecimento do Bitcoin cresceu substancialmente desde 2013. Naquela época, 1.009 alemães com mais de 14 anos de idade participaram, dos quais 64% tinham ouvido falar sobre.